UNS VÃO À PRAIA. EU VOU AO MAR. PORQUE SOU DO MAR... O MAR, AOS QUE SÃO DO MAR: ODOYÁ! ODOYÁ!
Aquários de tubarões não inundam os meus pés. Só quero o vômito da minha própria vazante. Porque, sou Roberta Aymar...
TECIDO VIVO!

domingo, 20 de março de 2011

quase tudo é assim... quase verdade!



● com a cera das mais sagradas abelhas ●
● tapamos os ouvidos ●
● as ondas deixaram de seduzir ●

● na nave veloz ● solida como a mais aspera montanha ●
...● viamos o mastro ● e havia o mar ●
● ultimo guardião dos designios ●

● os ventos conspiravam ● com os caminhos tecidos ●
● pelo fio do grande barco ●
● mas a brisa se desfez e veio a calmaria ●

● ele foi amarrado ao mastro ● pra q ouvisse o canto ●
● e fosse o unico a poder contar ●
● porq tão grande beleza adormecia ●
● as ondas derrotando os homens ●

● na ilha feita de ossos ●
● a grande sereia ●
● olhos tão azuis q era um mar ●
● mirando outro mar ●

● eram grandes e sublimes os seios ● a boca vermelha ●
● como a grande estrela do mar ●

● reluzia o dourado das escamas ●
● e a cauda parecia ● chicotear o oxigenio e a maresia ●

● ele não se agitava ● nadava no azul q eram os olhos dela ●
● parecia não cantar ● apenas olhava os olhos do guerreiro ●

● arranquei dos ouvidos a cera ● enfrentando tambem o destino ●
● os guerreiros de cabeça baixa ● olhos fechados ●
● não havia canto ● somente silencio ●

● não sei como o amarrado ●
● caminhou pra beira do barco ●
● como se não existissem amarras ●
● e se atirou pras aguas da perdição ●

● senti o coração disparar ●
●?mas como impedir ● os passos dum deus ●
● se não nos é dado sequer ●
● criar o caminho q nossos passos ● pensam criar ●

● ele se firmou na ilha dos ossos ●
● e se prostrou ao lado da sereia ●
● enquanto o velho oceano ●
● engolia sua loucura ●

● as forças do abismo brincavam com o barco ●
● nos aproximando cada vez mais da ilha ●

● vi os guerreiros um a um se atirarem nas aguas ●
● e o mar engolia um a um sem piedade ●

● o q me seduzia era o olhar ●
● so não me atirei do barco ●
● e lutei como um demonio pra fugir ●
● quando notei no circulo mais proximo ●
● q aquela q a tantos perdera ● era apenas ●
● uma sereia de porcelana ●
 Alberto Lins Caldas

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