UNS VÃO À PRAIA. EU VOU AO MAR. PORQUE SOU DO MAR... O MAR, AOS QUE SÃO DO MAR: ODOYÁ! ODOYÁ!
Aquários de tubarões não inundam os meus pés. Só quero o vômito da minha própria vazante. Porque, sou Roberta Aymar...
TECIDO VIVO!

terça-feira, 15 de março de 2011

Não, isto o rastro não revela...






"Serás capaz de ver as letras, as palavras que, em certas horas, vejo ainda rastejarem sob a minha pele e que, decerto, nunca silenciam?"




 "Ouço-as, dentro do meu corpo, ouço-as, vozerio distante, multidão agrupada numa praça, não como se... eu na praça estivesse, e sim como se fosse a praça, o murmúrio das palavras ecoa em minhas coxas , nos meus peitos, no ventre, flui e reflui, como se os limites da praça, e meus ombros e axilas fossem abóbodas onde chegassem os últimos ecos das vozes, e os meus braços - que estendo - fossem estensões da praça, avenidas também cheia de vozes."



"Um sinal. Sim, um sinal, sim. Como o rastejador que diz:
'Aqui passou uma rés perdida'.
Sabe a cor da rés? Não.
...Conhece a marca da rés, a ferro e fogo gravada?
Não, isto o rastro não revela.
Mas, ele sabe, o rastejador:
'Aqui, perdida passou uma rés'."
 (Osman Lins in Avalovara)
 
 
SATOR AREPO TENET OPERA ROTAS
 
Osman Lins
 

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