UNS VÃO À PRAIA. EU VOU AO MAR. PORQUE SOU DO MAR... O MAR, AOS QUE SÃO DO MAR: ODOYÁ! ODOYÁ!
Aquários de tubarões não inundam os meus pés. Só quero o vômito da minha própria vazante. Porque, sou Roberta Aymar...
TECIDO VIVO!
TECIDO VIVO!
segunda-feira, 28 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
J'attendrai
J'attendrai (Reach Out I'll Be There) | J'attendrai (Reach Out I'll Be There) |
| Mais si un jour tu te retrouve tout seul, | Mas se um dia você se sentir sozinho, |
| Que tu t'imagines que les gens t'en veulent, | Você imagina que as pessoas querem se preocupar, |
| Que le bonheur soudain t'abandonne, | Que a felicidade de repente você abandona |
| Que pour te consoler tu ne trouves personne, | O que você faz para consolar você encontrar um, |
| Viens vite, viens vite, je t'attendrai, viens vite, je t'attendrai. | Venha depressa, venha rápido, eu vou esperar, venha logo, eu vou esperar. |
| J'attendrai que tu me reviennes à nouveau | Vou esperar até você voltar para mim novamente |
| J'attendrai, j'attendrai longtemps s'il le faut. | Eu vou esperar, esperar mais tempo se necessário. |
| Oui et si un jour tout n'est que confusion, | Sim, e se um dia tudo é confusão, |
| Que ce nouvel amour n'était qu'illusion, | Que o amor esta nova era uma ilusão, |
| Qu'à la dérive tu te laisse aller, | Que você deixe ir deriva |
| Que tu cherches une main pour te rattraper, | Se você está olhando para a mão para pegá-lo, |
| Viens vite, viens vite, je t'attendrai, viens vite, je t'attendrai. | Venha depressa, venha rápido, eu vou esperar, venha logo, eu vou esperar. |
| J'attendrai que tu me reviennes à nouveau | Vou esperar até você voltar para mim novamente |
| J'attendrai, j'attendrais longtemps s'il le faut. | Eu vou esperar, eu esperei um longo tempo se necessário. |
| J'attendrai que tu me reviennes à nouveau | Vou esperar até você voltar para mim novamente |
| J'attendrai, j'attendrais longtemps s'il le faut. | Eu vou esperar, eu esperei um longo tempo se necessário. |
| Oui car si ce jour devait arriver, | Sim, porque se esse dia acontecer, |
| N'aie pas peur, j'oublierais le passé, | Medo não, eu iria esquecer o passado |
| Ce jour-là surtout rappelle-toi | Neste dia especial lembrar |
| Que tu peux toujours compter sur moi | Você pode sempre contar comigo |
| Viens vite, viens vite, je t'attendrai, viens vite, je t'attendrai. | Venha depressa, venha rápido, eu vou esperar, venha logo, eu vou esperar. |
| J'attendrai que tu me reviennes à nouveau | Vou esperar até você voltar para mim novamente |
| J'attendrai, j'attendrais longtemps s'il le faut. | Eu vou esperar, eu esperei um longo tempo se necessário. |
| J'attendrai avec tout l'amour qu'il te faut | Eu vou esperar com todo o amor que você precisa |
| J'attendrai, tu peux toujours compter sur moi... |
sábado, 26 de março de 2011
By This River
By This River
(Brian Eno)
Here we are stuck by this river
You and I underneath a sky
That's ever falling down down down
Ever falling down
You and I underneath a sky
That's ever falling down down down
Ever falling down
Through the day as if on an ocean
Waiting here always failing to remember
Why we came came came
I wonder why we came
I wonder why we came
You talk to me as if from a distance
And I reply with impressions chosen
From another time time time
From another time
***
And I reply with impressions chosen
From another time time time
From another time
***
Sobre este Rio
Aqui estamos parados sobre este rio
Você e eu, abaixo do céu
Que sempre cai, cai cai
Sempre cai
Durante o dia como se eu fosse encontrar o oceano
Esperando pela tempestade, fazendo nada para recordar
Porque nos voltamos, voltamos, voltamos
Eu desejo saber porque nos voltamos
Você fala para mim como se fosse de longe
E eu te respondo com a impressão de ter te escolhido
De outras vidas,vidas,vidas
De outras vidas
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Tecidos Poéticos: Letras e Músicas
isso que o fastio corroe na fome
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Fastio do Futuro Certo
Sede do Passado
Lapso de Memória
Fome do Presente
Vontade Muda
D'Instante
Distante
D'Instante
Distante
D'Este
D'Desse
D'Aquele
D'Outro
D'entre
D'Tudo
D'Nada
da
Vida
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Roberta Aymar
Roberta Aymar
o mar nada retém, o mar vomita
*
● oito de julho ●
● em pisa pra livorno ●
● “?pra q partir nessa tempestade” ●
...● e o barco se partiu entre ondas ●
● o vento livre de maresias ●
● triturando naufragios ●
● nas ultimas bolhas o som de cada palavra ●
● “nothing beside remains round the decay” ●
● pronunciadas com a alegria da morte ●
● longe ●
● perto da via reggio o mar devolve ●
● o mar nada retem o mar tudo vomita ●
● no bolso filoctetes ●
● o ultimo livro do tubercoloso ●
● uma carta agora manchada demais ●
● erguido o monte de lenha ●
● gravetos secos ●
● e velhas roupas com oleo de baleia ●
● sobre ela na praia o afogado ●
● rindo parecia dizer ●
● “the hand that mock'd them and the heart that fed” ●
● antes o coração foi retirado e entregue ao zoppo ●
● q entre lagrima e riso sussurrou ●
● “which yet survive stamp'd on these lifeless things” ●
*
● oito de julho ●
● em pisa pra livorno ●
● “?pra q partir nessa tempestade” ●
...● e o barco se partiu entre ondas ●
● o vento livre de maresias ●
● triturando naufragios ●
● nas ultimas bolhas o som de cada palavra ●
● “nothing beside remains round the decay” ●
● pronunciadas com a alegria da morte ●
● longe ●
● perto da via reggio o mar devolve ●
● o mar nada retem o mar tudo vomita ●
● no bolso filoctetes ●
● o ultimo livro do tubercoloso ●
● uma carta agora manchada demais ●
● erguido o monte de lenha ●
● gravetos secos ●
● e velhas roupas com oleo de baleia ●
● sobre ela na praia o afogado ●
● rindo parecia dizer ●
● “the hand that mock'd them and the heart that fed” ●
● antes o coração foi retirado e entregue ao zoppo ●
● q entre lagrima e riso sussurrou ●
● “which yet survive stamp'd on these lifeless things” ●
*
Alberto Lins Caldas
sexta-feira, 25 de março de 2011
Às 11:32 em ponto dessa noite
*
● com um tiro na nuca ● mataram federico ●
● q olhava a lua ● nu e ferido entre as arvores ●
● pensando precisamente ● um segundo antes ●
● ajoelhado entre seixos ● e relva molhada ●
...● em como schubert ● talhara com perfeição ●
● o schwanengesang ● e q alem disso ●
● nada mais seria preciso ● porq a beleza ●
● ja realizara sua triste ● loucura ●
● em consumir ● quem com ela brinca ●
● e consegue extrair ● mais gozo mais riso ●
● do q ela mesma sabia ● ou queria consentir ●
● deixando bem claro ● q ela não é nada mais ●
● q a conquista ● dum simples verme ●
● q pode morrer de tifo ● ou sentindo o frio ●
● circular do metal ● na pele ●
● não saber a cabeça ● explodindo ●
● as onze horas ● e trinta e dois minutos ●
● em ponto ● dessa noite ●
*
Alberto Lins Caldas
isso que não se sabe e o sonho revela...
*
Sonhei o Passado
Lembrei o Presente
O Futuro passou
No meio
Sem Começar
Morremos antes
Po'ente
Pó
Po'ema
Nada Mais
At'é o Sonho
Outra vez
Acab'ar
Palavra
*
isso que não se sabe e o sonho revela
cheirando o po'ema
isso que não se sabe e o sonho revela
cheirando o po'ema
Roberta Aymar
quinta-feira, 24 de março de 2011
Rima Certa... Alerta
meu nome não tem rima doce
tem ímã-r'ima c'erta
Al'Erta
Pe*Ri*Go?
!garanto
R'isco?
!por conta de quem corre
ou
pode!
r
o
b
e
r
t
a
*
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Pensamento-Palavra,
Sobre a Vida e a Morte
nisso, onde tudo há...
"A renúncia é a libertação.
Não querer é poder."
(Fernando Pessoa * Livro do Desassossego)
*
● quantos olhos ●
● sempre inuteis ●
● linguas viciadas ●
...● esses dedos ●
● essas palmas ●
● essas orelhas ●
● isso q se diz ●
● isso q se espalha ●
● depois fumaça ●
● eis os corpos ●
● sempre ao redor ●
● ratos sangrados ●
●?essas palavras ●
●?são palavras ●
● apenas isso ●
● brilho ridiculo ●
● riso bruto ●
● aqui não ha nada ●
*
Alberto Lins Caldas
*******
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Prefiro não fazer.
Herman Melville
O Criador da Criatura
"Pode qualquer trabalho parecer mais adequado para aumentar essa desesperança do que lidar continuamente com essas cartas extraviadas e classificá-las para as chamas?"
"Pois elas são incineradas anualmente em abundância."
"Algumas vezes, o pálido funcionário encontra um anel dentro do papel dobrado - o dedo a que se destina, talvez, esteja apodrecendo debaixo da terra; uma nota bancária em rápida caridade - aquele a quem iria aliviar já não come nem pass...a fome; perdão para aqueles que morreram em desespero; boas novas para os que morreram sem assistência em calamidades.
Com mensagens de vida, essas cartas corriam para a morte.
Ah, Bartleby! Ah, humanidade!"
Ah, Bartleby! Ah, humanidade!"
"A renúncia é a libertação.
Não querer é poder."
(Fernando Pessoa)
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