UNS VÃO À PRAIA. EU VOU AO MAR. PORQUE SOU DO MAR... O MAR, AOS QUE SÃO DO MAR: ODOYÁ! ODOYÁ!
Aquários de tubarões não inundam os meus pés. Só quero o vômito da minha própria vazante. Porque, sou Roberta Aymar...
TECIDO VIVO!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

90 anos do Nascimento da Escritora Clarice Lispector


Clarice Lispector
(Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920 — 
Rio de Janeiro 09 de dezembro de 1977)


10 de Dezembro de 2010: 
90 anos do nascimento de Clarice Lispector!

 Que Viva, Haia! Que Viva Clarice!

Que Viva Lis Pector!






Visão de Clarice
(Por Carlos Drummond de Andrade)


Clarice,

Veio de um mistério, partiu para outro.
Ficamos sem saber a essência do mistério.
Ou o mistério não era essencial,
era Clarice viajando nele.
Era Clarice bulindo no fundo mais fundo,
onde a palavra parece encontrar
sua razão de ser, e retratar o homem.
O que Clarice disse, o que Clarice
viveu por nós em forma de história
em forma de sonho de história
em forma de sonho de sonho de história
(no meio havia uma barata ou um anjo?)
não sabemos repetir nem inventar.
São coisas, são jóias particulares de Clarice
que usamos de empréstimo, ela dona de tudo.
Clarice não foi um lugar-comum,
carteira de identidade, retrato.
De Chirico a pintou? Pois sim.
O mais puro retrato de Clarice
só se pode encontrá-lo atrás da nuvem
que o avião cortou, não se percebe mais.
De Clarice guardamos gestos. Gestos,
tentativas de Clarice sair de Clarice
para ser igual a nós todos
em cortesia, cuidados, providências.
Clarice não saiu, mesmo sorrindo.
Dentro dela
o que havia de salões, escadarias,
tetos fosforescentes, longas estepes,
zimbórios, pontes do Recife em bruma envoltas,
formava um país, o país onde Clarice
vivia, só e ardente, construindo fábulas.
Não podíamos reter Clarice em nosso chão
salpicado de compromissos. Os papéis,
os cumprimentos falavam em agora,
edições, possíveis coquetéis
à beira do abismo.
Levitando acima do abismo Clarice riscava
um sulco rubro e cinza no ar e fascinava.
Fascinava-nos, apenas.
Deixamos para compreendê-la mais tarde.
Mais tarde, um dia... saberemos amar Clarice.








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Para Amar Clarice Só Amando























Clarice Lispector: 
No desenho da cor ou no desenho da palavra-ideia


A Paleta Viva da Escritora Clarice Lispector





Clarice Lispector - Explosão

Clarice Lispector - Explosão (Pormenor)


Clarice Lispector - Sem Sentido


Clarice Lispector - Caos, Metamorfose, Sem Sentido


Clarice Lispector - Medo


 Clarice Lispector - Tentativa de Ser Feliz

 

Clarice Lispector - Luta Sangrenta pela Paz



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