UNS VÃO À PRAIA. EU VOU AO MAR. PORQUE SOU DO MAR... O MAR, AOS QUE SÃO DO MAR: ODOYÁ! ODOYÁ!
Aquários de tubarões não inundam os meus pés. Só quero o vômito da minha própria vazante. Porque, sou Roberta Aymar...
TECIDO VIVO!

domingo, 24 de outubro de 2010

O Beijo (Despedida)





"Beijo Póstumo "


Stecchetti
(Olindo Guerrini )
( 1845-1916 )
 


                                     Tradução de Baptista Cepelos

Eu morrerei: a grande noite austera
vem chegando com o tempo que não para;
já a cova negra minha carne espera
e, abrifauce e faminta, se prepara...

Quando tudo renasce à primavera,
eu só não tornarei da terra ávara;
e, do meu corpo, que não chão se altera,
brotará a mangerona, humilde e rara.

Em nome deste amor, vai lá, querida,
e sobre a tumba compassiva e pura,
colhe uma planta de meu ser nutrida.

Beija-a, porque aos teus beijos de ternura,
logo os meus ossos, como outrora em vida,
palpitarão de amor na sepultura!




Com o título “ Eterno Amor ” há outra
tradução deste soneto feita por Othon Costa

in
 J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana  -
Vol. III  - 1a edição 1966

Fonte: http://www.jgaraujo.com.br/belosonetos3/042_stechetti_beijo_postumo.htm


 

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