UNS VÃO À PRAIA. EU VOU AO MAR. PORQUE SOU DO MAR... O MAR, AOS QUE SÃO DO MAR: ODOYÁ! ODOYÁ!
Aquários de tubarões não inundam os meus pés. Só quero o vômito da minha própria vazante. Porque, sou Roberta Aymar...
TECIDO VIVO!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Com confortos de matriz, outra vez feto: Arquitetura!





Aos Arquitetos de Portas-por-Onde...
A Arquitetura Poema em forma de Poema Arquitetura!
Salve, salve, 11 de dezembro!








Fábula de Um Arquiteto
(João Cabral de Melo Neto)

“A arquitetura como construir portas,
De abrir; ou como construir o aberto:
Construir, não como ilhar e prender,
Nem construir como fechar secretos;
Construir portas abertas, em portas;
Casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(Tudo se sanearia desde casas abertas)
Portas por-onde, jamais portas-contra;
Por onde, livres: ar luz razão certa.

Até que, tantos livres o amedrontado,
Renegou a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando; 
opacos de fechar;

Onde vidro, concreto:
Até refechar o homem na capela útero
Com confortos de matriz, outra vez feto.”









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