UNS VÃO À PRAIA. EU VOU AO MAR. PORQUE SOU DO MAR... O MAR, AOS QUE SÃO DO MAR: ODOYÁ! ODOYÁ!
Aquários de tubarões não inundam os meus pés. Só quero o vômito da minha própria vazante. Porque, sou Roberta Aymar...
TECIDO VIVO!


Mostrando postagens com marcador Tecidos Poéticos: Letras e Músicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tecidos Poéticos: Letras e Músicas. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de maio de 2011

isso que é uma atmosfera para respirar em silêncio...


Atmosphere

Joy Division

(Composição : bernard sumner/ian curtis/peter hook/stephen morris)

 

Walk in silence
Don't walk away, in silence
See the danger
Always danger
Endless talking
Life rebuilding
Don't walk away


Walk in silence
Don't turn away, in silence
Your confusion
My illusion
Worn like a mask of self-hate
Confronts and then dies
Don't walk away


People like you find it easy
Naked to see
Walking on air
Hunting by the rivers
Through the streets
Every corner abandoned too soon
Set down with due care
Don't walk away in silence
Don't walk away





domingo, 8 de maio de 2011

Talvez n'um tempo da delicadeza...









"Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado(a) ao lado teu."


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Alla Guerra d"Amor * Stephano Landi



"Alla guerra d'amor

Stephano Landi (1587-1639) 


Alla guerra d'amor
Correte Amanti:
Non più sospiri,
non più martiri.
Alla guerra d'amor,
All'armi, all'armi.
Aita, aita, il mio core s'en và,
La mia vita dov'è?
Ah! Cruda partita:
Pietà!
 
 

Voce 'E Notte




Voce 'E Notte

Si sta voce te sceta int'a nuttata,
mentre t'astrigne 'o sposo tuoje vicino
statte scetata, si vuò sta scetata,
ma fa vedè ca duorme a suonno chino.
Nun gghi vicino 'e lastre pe ffa 'a spia,
pecchè nun può sbaglià : sta voce è 'a mia...
E' 'a stessa voce 'e quanno tutt'e dduje
scurnuse, nce parlavamo co' vvuje.
Nun gghi vicino 'e lastre pe ffa 'a spia,
pecchè nun può sbaglià : sta voce è 'a mia...
E' 'a stessa voce 'e quanno tutt'e dduje
scurnuse, nce parlavamo co' vvuje.
Si sta voce, che chiagne int'a nuttata,
te sceta 'o sposo, nun avè paura,
Dille ch'è senza nomme 'a serenata...
Dille ca dorme, che se rassicura...
Dille accussì: "chi canta int'a sta via
o sarrà pazzo o more 'e ggelusia...
Starrà chiagnenno quacche 'nfamità ...
Canta isso sulo... Ma che canta a ffa?"
Dille accussì: "Chi canta int'a sta via
o sarrà pazzo o more 'e ggelusia...
Starrà chiagnenno quacche 'nfamità ...
Canta isso sulo... Ma che canta a ffa?"
Canta isso sulo... Ma che canta a ffa?"






sábado, 26 de março de 2011

By This River







By This River

(Brian Eno)

Here we are stuck by this river
You and I underneath a sky
That's ever falling down down down
Ever falling down


Through the day as if on an ocean
Waiting here always failing to remember
Why we came came came
I wonder why we came


You talk to me as if from a distance
And I reply with impressions chosen
From another time time time
From another time


***

Sobre este Rio

Aqui estamos parados sobre este rio
Você e eu, abaixo do céu
Que sempre cai, cai cai
Sempre cai


Durante o dia como se eu fosse encontrar o oceano
Esperando pela tempestade, fazendo nada para recordar
Porque nos voltamos, voltamos, voltamos
Eu desejo saber porque nos voltamos


Você fala para mim como se fosse de longe
E eu te respondo com a impressão de ter te escolhido
De outras vidas,vidas,vidas
De outras vidas

terça-feira, 22 de março de 2011

Una palabra - Carlos Varela



Para todos os que fazem da palavra 
um instrumento de luta pela vida!



Una Palabra

(Carlos Varela)

Una palabra no dice nada
Y al mismo tiempo lo esconde todo
Igual que el viento que esconde el agua
Como las flores que esconde el lodo.
Una mirada no dice nada
Y al mismo tiempo lo dice todo
Como la lluvia sobre tu cara
O el viejo mapa de algún tesoro.
Una verdad no dice nada
Y al mismo tiempo lo esconde todo
Como una hoguera que no se apaga
Como una piedra que nace polvo.
Si un día me faltas no seré nada
Y al mismo tiempo lo seré todo
Porque en tus ojos están mis alas
Y está la orilla donde me ahogo,
Porque en tus ojos están mis alas
Y está la orilla donde me ahogo.


terça-feira, 15 de março de 2011

sábado, 12 de março de 2011

Orfeu




Orfeu da Vida... Orfeu da Morte...



Orfeu da Lira... Orfeu d'Eurídice... 
Orfeu da Conceição...
Orfeu!




Monólogo de Orfeu

(Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim)
 
Mulher mais adorada!
Agora que não estás,
deixa que rompa o meu peito em soluços
Te enrustiste em minha vida,
e cada hora que passa
É mais por que te amar
a hora derrama o seu óleo de amor em mim, amada.
E sabes de uma coisa?
Cada vez que o sofrimento vem,
essa vontade de estar perto, se longe
ou estar mais perto se perto
Que é que eu sei?
Este sentir-se fraco,
o peito extravasado
o mel correndo,
essa incapacidade de me sentir mais eu, Orfeu;
Tudo isso que é bem capaz
de confundir o espírito de um homem.
Nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga,
esse contentamento, esse corpo
E me dizes essas coisas
que me dão essa força, esse orgulho de rei.
Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música.
Nunca fujas de mim.
Sem ti, sou nada.
Sou coisa sem razão, jogada, sou pedra rolada.
Orfeu menos Eurídice: coisa incompreensível!
A existência sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos.
Tu és a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo,
minha amiga mais querida!
Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! Criatura!
Quem poderia pensar que Orfeu,
Orfeu cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres -
que ele, Orfeu,
Ficasse assim rendido aos teus encantos?
Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho
que eu vou te seguindo no pensamento
e aqui me deixo rente quando voltares,
pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo.

(Vinicius de Moraes)

***

terça-feira, 8 de março de 2011

Homenagem às Mulheres: "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás."

 
Às mulheres (e aos homens também)...
A esperança de dias compartillhados com cumplicidade...
Hoje... Amanhã...
Ou "Talvez num tempo da delicadeza", como canta o poeta.
 

Todo o Sentimento

(Composição: Chico Buarque e C. Bastos)

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente.
Preciso conduzir
Um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente...
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.
Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.
 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Amor Merecido...

Aos que amam incondicionalmente!
Aos que amam a Vida!

Por Quem Merece Amor

MPB4

(Composição: Silvio Rodriguez)
 
Por Quem Merece Amor
Te perturba esse amor?
Amor de juventude
Meu amor é amor de virtude
Te perturba esse amor?
Sem máscaras por trás
Meu amor é uma arte de paz
Te perturba esse amor?
Amor de humanidade
Meu amor é amor de verdade
Te perturba esse amor?
Com todos ao redor
Meu amor é uma arte maior
Meu amor, minha prenda encantada
Minha eterna morada
Meu espaço sem fim
Meu amor não aceita fronteira
Como a primavera
Não escolhe jardim
Meu amor, não é amor de mercado
Esse amor tão sangrado
Não se tem pra lucrar
Meu amor é tudo quanto tenho
E se eu vendo ou empenho
Para que respi-ra- a- a- ar
¿Te molesta mi amor?
Mi amor de juventud
Y mi amor es un arte en virtud
¿Te molesta mi amor?
Mi amor sin antifaz
Y mi amor es un arte de paz.
¿Te molesta mi amor?
Mi amor de humanidad
Y mi amor es un arte en su edad
¿te molesta mi amor?
Mi amor de surtidor
Y mi amor es un arte mayor
Meu amor, alivia e acalma
É o remédio da alma
Pra quem quer se curar
Meu amor é humilde é singelo
E o destino mais belo
É torná-lo maio- o- o- or
Meu amor, o mais apaixonado
Pelo injustiçado
Pelo mais sofredor
Meu amor abre o peito pra morte
E se entrega pra sorte
Por um tempo melho-o- o- or
Meu amor, esse amor destemido
Arde em fogo infinito
Por quem merece amor...









terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tempus Fugit...


O tempo sabe passar...
Eu (ainda) não sei!






Resposta ao Tempo

(Composição: Aldir Blanc/Cristovão Bastos)
 
Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Prá ter argumento
Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há fôlhas no meu coração
É o tempo
Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei
E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder
Me esquecer
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer





sábado, 14 de agosto de 2010

Ao longe o Mar


Ao longe o Mar

Madredeus

Composição: Pedro Ayres Magalhães


Porto calmo de abrigo
De um futuro maior
Inda não está perdido
No presente temor
Não faz muito sentido
Já não esperar o melhor
Vem da névoa saindo
A promessa anterior
Quando avistei
Ao longe o mar
Ali fiquei
Parada a olhar
Sim, eu canto a vontade
Canto o teu despertar
E abraçando a saudade
Canto o tempo a passar
Quando avistei
Ao longe o mar
Ali fiquei
Parada a olhar
Quando avistei
Ao longe o mar
Sem querer deixei-me
Ali ficar


Ao longe o Mar - Madredeus

Alfonsina y el Mar

 

 

Alfonsina y el Mar

Composição - Ariel Ramirez e Felix Luna

 
Por la blanda arena
Que lame el mar
Su pequeña huella
No vuelve más
Un sendero solo
De pena y silencio llegó
Hasta el agua profunda
Un sendero solo
De penas mudas llegó
Hasta la espuma.
Sabe Dios qué angustia
Te acompañó
Qué dolores viejos
Calló tu voz
Para recostarte
Arrullada en el canto
De las caracolas marinas
La canción que canta
En el fondo oscuro del mar
La caracola.
Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fuíste a buscar?
Una voz antigüa
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.
Cinco sirenitas
Te llevarán
Por caminos de algas
Y de coral
Y fosforescentes
Caballos marinos harán
Una ronda a tu lado
Y los habitantes
Del agua van a jugar
Pronto a tu lado.
Bájame la lámpara
Un poco más
Déjame que duerma
Nodriza, en paz
Y si llama él
No le digas que estoy
Dile que Alfonsina no vuelve
Y si llama él
No le digas nunca que estoy
Di que me he ido.
Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fueste a buscar?
Una voz antigua
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.