UNS VÃO À PRAIA. EU VOU AO MAR. PORQUE SOU DO MAR... O MAR, AOS QUE SÃO DO MAR: ODOYÁ! ODOYÁ!
Aquários de tubarões não inundam os meus pés. Só quero o vômito da minha própria vazante. Porque, sou Roberta Aymar...
TECIDO VIVO!


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sábado, 26 de março de 2011

o mar nada retém, o mar vomita


*
● oito de julho ●
● em pisa pra livorno ●
● “?pra q partir nessa tempestade” ●

...● e o barco se partiu entre ondas ●
● o vento livre de maresias ●
● triturando naufragios ●

● nas ultimas bolhas o som de cada palavra ●
● “nothing beside remains round the decay” ●
● pronunciadas com a alegria da morte ●

● longe ●
● perto da via reggio o mar devolve ●
● o mar nada retem o mar tudo vomita ●

● no bolso filoctetes ●
● o ultimo livro do tubercoloso ●
● uma carta agora manchada demais ●

● erguido o monte de lenha ●
● gravetos secos ●
● e velhas roupas com oleo de baleia ●

● sobre ela na praia o afogado ●
● rindo parecia dizer ●
● “the hand that mock'd them and the heart that fed” ●

● antes o coração foi retirado e entregue ao zoppo ●
● q entre lagrima e riso sussurrou ●
● “which yet survive stamp'd on these lifeless things” ●
*

Alberto Lins Caldas 


sábado, 12 de março de 2011

No Mar Inquieto Morro e Vivo



*
*
● no mar inquieto ●
● ● ha tempestades ●

...● entre as ondas ●
● ● espero a vaga ●

● aguardo a vez ●
● ● fecho os olhos ●

● devoro a alma ●
● ● mastigo os dedos ●

● mas entre as aguas ●
● ● chega a hora ●

● nessa fenda ●
● ● crio desejos ●

● invento mundos ●
● ● aprendo amores ●

● perverto gozo ●
● ● adoro doces ●

● me lambuzo ●
● ● penso e danço ●

● morro e vivo ●
● ● esse instante ●
*
(Por Alberto Lins Caldas) 
 
 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Nine Inch Nails * The Great Below


 Nine Inch Nails * The Great Below
"Staring at the sea
will she come?
is there hope for me
after all is said and done
...
anything at any price
all of this for you
all the spoils of a wasted life
all of this for you

all the world has closed her eyes
tired faith all worn and thin
for all we could have done
and all that could have been

ocean pulls me close
and whispers in my ear
the destiny i've chose
all becoming clear

the currents have their say
the time is drawing near
washes me away
makes me disappear

i descend from grace
in arms of undertow
i will take my place
in the great below

i can still feel you
even so far away"

 

Vide Bula

A diferença entre o veneno e o remédio é a dose!











Vou Dormir 
(Alphonsina Storni)

Dentes de flores, cofia de sereno,
Mãos de ervas, tu ama-de-leite fina,
Deixa-me prontos os lençóis terrosos
E o edredom de musgos escardeados.
Vou dormir, ama-de-leite minha, deita-me.
Põe-me uma lâmpada a cabeceira;
Uma constelação; a que te agrade;
Todas são boas: a abaixa um pouquinho
Deixa-me sozinha: ouves romper os brotos...
Te embala um pé celeste desde acima
E um pássaro te traça uns compassos
Para que esqueças... obrigado.
Ah, um encargo:
Se ele chama novamente por telefone
Diz-lhe que não insista, que sai...






Alphonsina e El Mar
(Ariel Ramírez & Fèlix Luna)



Por la blanda arena
Que lame el mar
Su pequeña huella
No vuelve más
Un sendero solo
De pena y silencio llegó
Hasta el agua profunda
Un sendero solo
De penas mudas llegó
Hasta la espuma.

Sabe Dios qué angustia
Te acompañó
Qué dolores viejos
Calló tu voz
Para recostarte
Arrullada en el canto
De las caracolas marinas
La canción que canta
En el fondo oscuro del mar
La caracola.

Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fuíste a buscar?
Una voz antigüa
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.

Cinco sirenitas
Te llevarán
Por caminos de algas
Y de coral
Y fosforescentes
Caballos marinos harán
Una ronda a tu lado
Y los habitantes
Del agua van a jugar
Pronto a tu lado.

Bájame la lámpara
Un poco más
Déjame que duerma
Nodriza, en paz
Y si llama él
No le digas que estoy
Dile que Alfonsina no vuelve
Y si llama él
No le digas nunca que estoy
Di que me he ido.

Te vas Alfonsina
Con tu soledad
¿Qué poemas nuevos
Fueste a buscar?
Una voz antigua
De viento y de sal
Te requiebra el alma
Y la está llevando
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Mar... O Misterioso Mar...


M'Ar'Adentro













A CANÇÃO DO MAR

Esse embalo das ondas
Das ondas do mar
Não é um embalo
Para te ninar...

O mar é embalado
Pelos afogados!

O canto do vento
Do vento no mar
Não é um canto
Para te ninar...

São eles que tentam
Que tentam falar!

Tiveram um nome
Tiveram um corpo
Agora são vozes
Do fundo do mar...

Um dia viremos
Vestidos de algas

Os olhos mais verdes
Que as ondas amargas

Um dia viremos
Com barcos e remos

Um dia...

Dorme filhinha...
São vozes, são vento, são nada...

Mario Quintana
In Esconderijos do Tempo




Não é nenhum poema
o que vos vou dizer
Nem sei se vale a pena
tentar-vos descrever

O Mar
O Mar

E eu aqui fui ficando
só para O poder ver
E fui envelhecendo
sem nunca O perceber

O Mar
O Mar

(Madredeus)

 
 




"O caminho se faz caminhando"



Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.

 
(António Machado, poeta sevilhano) 

***

***
Caminhante, são teus rastos
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar.


domingo, 24 de outubro de 2010

Albert Pinkham - Ryder Boat in Moonlight



"...with her father is out in the boat
riding the water
riding the waves on the sea
...
"



Albert Pinkham  - Ryder Boat in Moonlight


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Green's Day

Madrugada de 2/9/2010.


Um dia, quem sabe, haverá um tempo verde...

 Primeiro Poema no Vazio
(Carlos Pena Filho)

Buscava tudo que havia
de nunca mais encontrar
em sua face macia
em seu leve caminhar,
nas rotas claras do dia
nos verdes sulcos do mar
e de tudo quanto havia
de nunca mais encontrar
restou a forma vazia
suspensa no seu olhar
e a tênue melancolia
de quem não se soube achar
nas rotas claras do dia
nos verdes sulcos do mar



















 

domingo, 15 de agosto de 2010

TECIDO INTERMEZZO: ISMÁLIA




Ismália
Alphonsus de Guimaraens

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
 

Ismália...

Mar Adentro de Mim...


Canção do mar