UNS VÃO À PRAIA. EU VOU AO MAR. PORQUE SOU DO MAR... O MAR, AOS QUE SÃO DO MAR: ODOYÁ! ODOYÁ!
Aquários de tubarões não inundam os meus pés. Só quero o vômito da minha própria vazante. Porque, sou Roberta Aymar...
TECIDO VIVO!


Mostrando postagens com marcador Sobre o Tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sobre o Tempo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O Tempo (e) A Fome




Saturno devorando a un hijo  (Saturno devorando um filho)
Francico de Goya y Lucientes
Óleo sobre reboco transladado a tela, em 1873
146 x 83 cm
Museo del Prado, Madrid




*
Passa logo, Segundo
Passa logo, Minuto
Passa logo, Hora
Passa logo, Dia
...
Passa logo, Tempo
 Consome a carne da tua carne
...pétrea e movediça
Devora entranhas
Segue
Come o futuro
Escarra o passado
Bate a porta
E volta ao instante inicial
Sempre
*

Roberta Aymar

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tempus Fugit...


O tempo sabe passar...
Eu (ainda) não sei!






Resposta ao Tempo

(Composição: Aldir Blanc/Cristovão Bastos)
 
Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Prá ter argumento
Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há fôlhas no meu coração
É o tempo
Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei
E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder
Me esquecer
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer