UNS VÃO À PRAIA. EU VOU AO MAR. PORQUE SOU DO MAR... O MAR, AOS QUE SÃO DO MAR: ODOYÁ! ODOYÁ!
Aquários de tubarões não inundam os meus pés. Só quero o vômito da minha própria vazante. Porque, sou Roberta Aymar...
TECIDO VIVO!


Mostrando postagens com marcador Humanos e Humanidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Humanos e Humanidades. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de março de 2011

Nada Mais * Nada Menos



*
*
● ao redor as sombras ●
● “!eis o corpo” ●
● “!eis o sangue” ●

● sombras puras sombras ●
● “?quanto tempo” ●
● “!muito pouco” ●

● sombras entre sombras ●
● “?mais uma pedra” ●
● “?um tiro ?um coice” ●

● mais sombras em sombras ●
● “?ele pede ajuda” ●
● “?ele reza ?ele chora” ●

● sombras rindo com sombras ●
● “!nem ele nem ninguem” ●
● “!nunca mais isso assim” ●

● so sombras de sombras ●
● “!nada mais !nada menos” ●
● “!agora somos nos” ●

(Por Alberto Lins Caldas)



 


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Krishna! Krishna Homem... Krishnamurti!

 

 

My Sweet Lord

 

Halleligh
Hm, my lord (hallelujah)
My sweet lord (hallelujah)

I really want to see you
Really want to see you
Really want to see you, lord
Really want to see you, lord
But it takes so long, my lord (hallelujah)

My sweet lord (hallelujah)
Hm, my lord (hallelujah)
My, my, my lord (hallelujah)

I really want to know you (hallelujah)
Really want to go with you (hallelujah)
Really want to show you lord (aaah)
That it won't take long, my lord (hallelujah)

Hmm (hallelujah)
My sweet lord (hallelujah)
My, my, lord (hallelujah)

Hm, my lord (hare krishna)
My, my, my lord (hare krishna)
Oh hm, my sweet lord (krishna, krishna)
Oh-uuh-uh (hare hare)

Now, I really want to see you (hare rama)
Really want to be with you (hare rama)
Really want to see you lord (aaah)
But it takes so long, my lord (hallelujah)

Hm, my lord (hallelujah)
My, my, my lord (hare krishna)
My sweet lord (hare krishna)
My sweet lord (krishna krishna)
My lord (hare hare)
Hm, hm (Gurur Brahma)
Hm, hm (Gurur Vishnu)
Hm, hm (Gurur Devo)
Hm, hm (Maheshwara)
My sweet lord (Gurur Sakshaat)
My sweet lord (Parabrahma)
My, my, my lord (Tasmayi Shree)
My, my, my, my lord (Guruve Namah)
My sweet lord (Hare Rama)

[fade:]

(hare krishna)
My sweet lord (hare krishna)
My sweet lord (krishna krishna)
My lord (hare hare)






Krishnamurti!


Krishna Homem... Krishnamurti!

Tecido Vivo de Liberdade



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

120 Anos Sem a Coragem de Touro Sentado

Touro Sentado

15 de Dezembro de 2010

120 anos da morte de Touro sentado













Monumento a Touro Sentado



Profecia do Legendário Touro

Em 15 de dezembro de 1890, 
Touro Sentado deitar-se-ia para sempre, 
incrustado à terra que sempre defendera,
assassinado por um "Tecido Vivo" da sua própria gente,
conforme a sua profecia.



Oscar Niemeyer, 103 anos!



Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho

(Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 2010) 

Tecido Vivo de Viva Arquitetura

Viva a Niemeyer! Viva ao Brasil!






"Fábula de Um Arquiteto"
(João Cabral de Melo Neto)

A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.

***

Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero, 
com confortos de matriz, outra vez feto.





Dedico os versos do poeta pernambucano
ao arquiteto dos espaços, das palavras e das ações 
Oscar Niemeyer

domingo, 12 de dezembro de 2010

Antoine Saint-Exupéry



Modos de Ver:

Antoine Saint-Exupéry

Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry 
(Lyon, 29 de junho de 1900  ***  Mar Mediterrâneo, 31 de julho de 1944)




Aviador, Escritor e Ilustrador Francês  
Terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe


"O Essencial é Invisível aos Olhos"








 

 Antoine de Saint-Exupéry e O Pequeno Príncepe



Saint-Exupéry e A Terra dos Homens 
 





Homenagens a Saint-Exupéry

Vídeos









Aeroporto de Lyon Saint-Exupéry 
França
 
A Caminho do Ar...






















quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Aforismos Sobre (o) Ser Humano... Sobre a Natureza Humana... Sobre a Condição Humana: Humanidades!


Ser Humano? 
"Eu não pergunto de que raça é um homem; 
basta que não seja um ser humano; 
ninguém pode ser nada pior." 
(Marc Twain)

Será?


"Se é Isto Um Homem?"
(Primo Levi)





" A cidade dos vivos é algo que será; se existe. é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer.
 A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. 
A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconheecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço."
(Italo Calvino in As Cidades Invisíveis)


A Condição Humana



René Magritte - La Condition Humaine, 1933


"A Obra de Arte é Ela e a Sua Circunstância."
(Ortega y Gasset)






Morte e Vida Severina 
(João Cabral de Melo Neto)

Parte Final


APROXIMA-SE DO RETIRANTE O  
MORADOR DE UM DOS MOCAMBOS  
QUE EXISTEM ENTRE O CAIS  
E A ÁGUA DO RIO 

 
—— Seu José, mestre carpina,
que habita este lamaçal,
sabes me dizer se o rio
a esta altura dá vau?
sabe me dizer se é funda
esta água grossa e carnal?  
—— Severino, retirante,
jamais o cruzei a nado
quando a maré está cheia
vejo passar muitos barcos,
barcaças, alvarengas,
muitas de grande calado.  
—— Seu José, mestre carpina,
para cobrir corpo de homem
não é preciso muito água:
basta que chega o abdome,
basta que tenha fundura
igual à de sua fome.  
—— Severino, retirante
pois não sei o que lhe conte
sempre que cruzo este rio
costumo tomar a ponte
quanto ao vazio do estômago,
se cruza quando se come.  
—— Seu José, mestre carpina,
e quando ponte não há?
quando os vazios da fome
não se tem com que cruzar?
quando esses rios sem água
são grandes braços de mar?  
—— Severino, retirante,
o meu amigo é bem moço
sei que a miséria é mar largo,
não é como qualquer poço:
mas sei que para cruzá-la
vale bem qualquer esforço.  
—— Seu José, mestre carpina,
e quando é fundo o perau?
quando a força que morreu
nem tem onde se enterrar,
por que ao puxão das águas
não é melhor se entregar?  
—— Severino, retirante,
o mar de nossa conversa
precisa ser combatido,
sempre, de qualquer maneira,
porque senão ele alarga
e devasta a terra inteira.  
—— Seu José, mestre carpina,
e em que nos faz diferença
que como frieira se alastre,
ou como rio na cheia,
se acabamos naufragados
num braço do mar miséria?  
—— Severino, retirante,
muita diferença faz
entre lutar com as mãos
e abandoná-las para trás,
porque ao menos esse mar
não pode adiantar-se mais.  
—— Seu José, mestre carpina,
e que diferença faz
que esse oceano vazio
cresça ou não seus cabedais
se nenhuma ponte mesmo
é de vencê-lo capaz?  
—— Seu José, mestre carpina,
que lhe pergunte permita:
há muito no lamaçal
apodrece a sua vida?
e a vida que tem vivido
foi sempre comprada à vista?  
—— Severino, retirante,
sou de Nazaré da Mata,
mas tanto lá como aqui
jamais me fiaram nada:
a vida de cada dia
cada dia hei de comprá-la.  
—— Seu José, mestre carpina,
e que interesse, me diga,
há nessa vida a retalho
que é cada dia adquirida?
espera poder um dia
comprá-la em grandes partidas?  
—— Severino, retirante,
não sei bem o que lhe diga:
não é que espere comprar
em grosso tais partidas,
mas o que compro a retalho
é, de qualquer forma, vida.  
—— Seu José, mestre carpina,
que diferença faria
se em vez de continuar
tomasse a melhor saída:
a de saltar, numa noite,
fora da ponte e da vida?


  
UMA MULHER, DA PORTA DE
ONDE SAIU O HOMEM,
ANUNCIA-LHE O QUE SE VERÁ


 —— Compadre José, compadre,
que na relva estais deitado:
conversais e não sabeis
que vosso filho é chegado?
Estais aí conversando
em vossa prosa entretida:
não sabeis que vosso filho
saltou para dentro da vida?
Saltou para dento da vida
ao dar o primeiro grito
e estais aí conversando
pois sabeis que ele é nascido.
 

CARPINA FALA COM O RETIRANTE QUE
ESTEVE DE FORA,
SEM TOMAR PARTE DE NADA
   

——  Severino, retirante,
deixe agora que lhe diga:
eu não sei bem a resposta
da pergunta que fazia,
se não vale mais saltar
fora da ponte e da vida
nem conheço essa resposta,
se quer mesmo que lhe diga
é difícil defender,
só com palavras, a vida,
ainda mais quando ela é
esta que vê, severina
mas se responder não pude
à pergunta que fazia,
ela, a vida, a respondeu
com sua presença viva.

  
E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida
como a de há pouco, franzina
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina. 



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Prelúdio - Raul Seixas



Tecidos Vivos de Sonhos

Prelúdio

Raul Seixas

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas, sonho que se sonha junto é realidade

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas, sonho que se sonha junto é realidade

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas, sonho que se sonha junto é realidade



O Coração sobre o Tecido Vivo da Cidade é da Artista Chris Machado


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Anti-epitáfio: "O amor é importante, porra!"


"O amor é importante, porra!"
(Inscrição mural anônima)

Cemitério da Consolação - São Paulo, Brasil

"Perto do fim a gente começa a pensar no início."