UNS VÃO À PRAIA. EU VOU AO MAR. PORQUE SOU DO MAR... O MAR, AOS QUE SÃO DO MAR: ODOYÁ! ODOYÁ!
Aquários de tubarões não inundam os meus pés. Só quero o vômito da minha própria vazante. Porque, sou Roberta Aymar...
TECIDO VIVO!


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domingo, 20 de março de 2011

Esquece tudo... é só lembrar!


Deméter * John Watkiss


*
*
● não permita q as palavras ●
● cozidas ou mesmo cruas ●
● penetrem em tua carne ●
...
● livres podres ou viciadas ●
● com a verdade jamais deixe ●
● q afundem em tua vida ●

● sejam belas ou terriveis ●
● fuja delas sem olhar ●
● sem temer ou desejar ●

● não deixe q essa fome ●
● te devore todos os sonhos ●
● ou te adoeça dias e noites ●

● tapa os ouvidos e a boca ●
● não fique louca pra imitar ●
● esse horror q se propaga ●

● foge enquanto é hora ●
● pra bem longe desse abismo ●
● esquece tudo e não me ouve ●
*
Alberto Lins Caldas



sábado, 12 de março de 2011

Orfeu




Orfeu da Vida... Orfeu da Morte...



Orfeu da Lira... Orfeu d'Eurídice... 
Orfeu da Conceição...
Orfeu!




Monólogo de Orfeu

(Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim)
 
Mulher mais adorada!
Agora que não estás,
deixa que rompa o meu peito em soluços
Te enrustiste em minha vida,
e cada hora que passa
É mais por que te amar
a hora derrama o seu óleo de amor em mim, amada.
E sabes de uma coisa?
Cada vez que o sofrimento vem,
essa vontade de estar perto, se longe
ou estar mais perto se perto
Que é que eu sei?
Este sentir-se fraco,
o peito extravasado
o mel correndo,
essa incapacidade de me sentir mais eu, Orfeu;
Tudo isso que é bem capaz
de confundir o espírito de um homem.
Nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga,
esse contentamento, esse corpo
E me dizes essas coisas
que me dão essa força, esse orgulho de rei.
Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música.
Nunca fujas de mim.
Sem ti, sou nada.
Sou coisa sem razão, jogada, sou pedra rolada.
Orfeu menos Eurídice: coisa incompreensível!
A existência sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos.
Tu és a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo,
minha amiga mais querida!
Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! Criatura!
Quem poderia pensar que Orfeu,
Orfeu cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres -
que ele, Orfeu,
Ficasse assim rendido aos teus encantos?
Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho
que eu vou te seguindo no pensamento
e aqui me deixo rente quando voltares,
pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo.

(Vinicius de Moraes)

***

Oefeu e Eurídice















quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Antígona



Antígona

Privada de tálamo, privada do Himeneu!


Ἀντιγόνη


"Ó meu túmulo e meu tálamo nupcial, 
ó lar cavado na rocha que me guardarás prisioneira para sempre! 
Para aí avanço para o encontro dos meus..."


 Édipo e Antígona


"Hesito ao olhar o portento divino, mas, se eu sei, 
como negar que esta jovem é Antígona?
Do desgraçado Édipo, ó filha, que aconteceu?
Ah! Não te trouxeram porque as régias leis infringisses 
e por louca te prendessem?




Αντιγόνη εμπρός στο νεκρό Πολυνείκη 



Antígona e o Morto Polinice - Nikiforos Lytras, 1865, National Gallery and Alexander Soutsos Museum, Atenas, Grécia.







"A teimosia merece o nome de estupidez.
Anda, cede diante do morto 

e não batas num cadáver.
Qual é a valentia de matar de novo quem já morreu?"



"É bem claro.
Indômita é a descendência, de indômito pai nascida. 
Não aprendeu a curvar-se perante a desgraça."
(Creonte)






Antígona

versão para a 7ª Arte, 1961





sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ganimedes

Ganimedes






 "γανύησθαι ganýesthai que significa regozijar-se, estar repleto de alegria, 
mais μῆδηα médea que quer dizer as partes pudendas do homem 
ou as suas nudezas, 
dando uma possível tradução como aquele que se regozija na virilidade"




Ganimedes fazendo uma libação a Zeus


O Rapto de Ganimedes - Rubens


O Rapto de Ganimedes


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Janus



Janus, O Porteiro Celestial
*Guardião das Portas*
(Portas-por-onde ou Portas-contra) 






 
No limite dos paradoxos e indecisões!
Toda porta se volta para dois lados diferentes!
Não Esqueçamos!  

 
Janus et Januarius
(Janus de Todos os Janeiros)
 
 
 




As Duas Faces de Jano








 




terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Horus



Modos de Ver 

Pelo olho do Mito: Hórus














Hórus

"Deus egípcio de cabeça de falcão. Filho de Osíris e de Ísis, muitas vezes representado por um olho, O Olho de Hórus, ou por um disco solar com asas de gavião. Simboliza a implacável acuidade do olhar justiceiro, ao qual nada escapa, da vida íntima ou da vida pública.
Hórus vela pela estrita execução dos ritos e das leis. Seu combate lendário com Set, o maligno cujas partes ele decepou, mas que lhe vazou um olho, ilustra a luta da luz contra as trevas e a necessidade da vigilância, isto é, de ter o olho aberto na busca da eternidade através das emboscadas dos inimigos e através do erro. Na longa história do Egito, o personagem de Hórus muito evoluiu, por certo: deus celeste, divindade faraônica, soberano que luta pelo império do mundo. Mas sempre combatendo, para salvaguardar um equilíbrio entre forças adversas e para fazer vitoriosas as forças da luz."

Fonte: CHEVALIER, Jean & GHEERBRANT, Alain. Dicionário de Símbolos. 23ed, Rio de Janeiro: José Olympio, 2009.







quarta-feira, 18 de agosto de 2010

TECIDO REANIMADO: PSICHE



Psiche reanimada pelo beijo do amor - Antonio Canova.



Antonio Canova, Psiche rianimata dal bacio di amore, 1793.



Antonio Canova, Psiche rianimata dal bacio di amore, 1793.




Antonio Canova, Psiche rianimata dal bacio di amore, 1793.




Psiche rianimata dal bacio di amore, 1793.





segunda-feira, 16 de agosto de 2010

FAMÉLICO TECIDO: CRONOS (O TEMPO)


Saturno devorando a un hijo - Francico de Goya y Lucientes (1746-1828)



Saturno - Caravaggio



Cronos devorando o filho - Rubens