UNS VÃO À PRAIA. EU VOU AO MAR. PORQUE SOU DO MAR... O MAR, AOS QUE SÃO DO MAR: ODOYÁ! ODOYÁ!
Aquários de tubarões não inundam os meus pés. Só quero o vômito da minha própria vazante. Porque, sou Roberta Aymar...
TECIDO VIVO!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Brasil, 31 de março de 1964


Golpeada*Mente 
Brasil * 31 de Março de 1964



 

 

Armada*Ditatorial*&*Ingloriosa*Mente: 

Golpe Militar 

 









Notícias da Involução









 


Desaparecidos Políticos
&
Os Porões da Ditadura







Enquanto Isso...
Por Baixo do Tapete da Ingloriosa




Sob e Sobre a Proteção da Farda
Tortura & Morte




 Vladimir Herzog













Armada*Ditatorial*&*Ingloriosa*Mente: 

Das Flores Perdidas e Anjos Caídos

 

 

Aracelli Cabrera Sanches, misteriosamente sequestrada e morta em 1973



Ana Lídia Braga, misteriosamente sequestrada e morta em 1973



Desarmada*Fiel*&*Resistente*Mente



Vladimir Herzog



Vladimir Herzog



Vladimir Herzog



Vladimir Herzog



Vladimir Herzog







Menina Educada... Educação dos Sentidos.
Educação pela Pedra! 
Brasil Resistente












Não Esqueçamos da Dor




 Lembra a História
Que Sempre Acontece
E Nunca Espera Acontecer!











quarta-feira, 30 de março de 2011

Boneca de Paris




Doll... Doll'or... Doll'orosa Infância







Doll'or(osa) * & * Lúdica * Mente
Be(t'inha)'s Dools


















Advertência

Atenção: "isso não é um cachimbo". 
São apenas imagens.
Interpretações da realidade!
Crianças, Meninos, jovens... 
Pessoas de verdade estão sendo mortas de verdade por policiais de verdade com tiros 
à queima roupa de verdade.
A realidade não é ficção como sonham as palavras.
Não podemos brincar de faz de conta.
A vida está sendo subtraída da vida!




Isso não é um cachimbo * René Magritte



Lembrança da Minha Infância
Boneca de Paris











terça-feira, 29 de março de 2011

Ave Sangria




*
● seixos assim bem redondos e ●
● pesados ●
● gostosos de ●
● tocar ●
...● como se fossem maçãs ver ●
● melhas ●
● ou peras muito amar ●
● elas ●
● dessas ●
● q inda não se devem morder ●
● porq ●
● não conseguiram chegar ao ●
● ponto exato da mordida mas ●
● esses seixos são ●
● perfeitos e ●
● pesados assim ●
● e mesmo assim ●
● menos pesados q ●
● a vida menos pesados q ●
● cada segundo dessa vida q ●
● sei q é sublime mas ●
● em carne viva não se ●
● consegue ●
● viver ●
● viver por tempo ●
● demais ●
● viver se torna uma ●
● coisa dolorosa ●
● apenas dolorosa ●
● e essa agua quase fria ●
● entre as ●
● pernas ●
● empapando o tecido fino ●
● da saia ●
● subindo pelas coxas ●
● minha querida amante do ●
● louco de elsinore ●
● eis o sentido de tudo e ●
● a cada passo como se ●
● torna fina a ●
● pelicula entre as
● horas e as ●
● ondas ●
● vão se avolumando e ●
● essa felicidade é ●
● o q ●
● sempre esperei ●
● agora q a ●
● agua toca minha ●
● boca e ●
● posso sentir o ●
● cheiro de ●
● folhas mortas ●
● e ●
*
Alberto Lins Caldas 

domingo, 27 de março de 2011

J'attendrai
















J'attendrai (Reach Out I'll Be There)

J'attendrai (Reach Out I'll Be There)



Mais si un jour tu te retrouve tout seul,Mas se um dia você se sentir sozinho,
Que tu t'imagines que les gens t'en veulent, Você imagina que as pessoas querem se preocupar,
Que le bonheur soudain t'abandonne, Que a felicidade de repente você abandona
Que pour te consoler tu ne trouves personne, O que você faz para consolar você encontrar um,
Viens vite, viens vite, je t'attendrai, viens vite, je t'attendrai. Venha depressa, venha rápido, eu vou esperar, venha logo, eu vou esperar.

J'attendrai que tu me reviennes à nouveau Vou esperar até você voltar para mim novamente
J'attendrai, j'attendrai longtemps s'il le faut. Eu vou esperar, esperar mais tempo se necessário.

Oui et si un jour tout n'est que confusion, Sim, e se um dia tudo é confusão,
Que ce nouvel amour n'était qu'illusion, Que o amor esta nova era uma ilusão,
Qu'à la dérive tu te laisse aller, Que você deixe ir deriva
Que tu cherches une main pour te rattraper, Se você está olhando para a mão para pegá-lo,
Viens vite, viens vite, je t'attendrai, viens vite, je t'attendrai. Venha depressa, venha rápido, eu vou esperar, venha logo, eu vou esperar.

J'attendrai que tu me reviennes à nouveau Vou esperar até você voltar para mim novamente
J'attendrai, j'attendrais longtemps s'il le faut. Eu vou esperar, eu esperei um longo tempo se necessário.
J'attendrai que tu me reviennes à nouveau Vou esperar até você voltar para mim novamente
J'attendrai, j'attendrais longtemps s'il le faut. Eu vou esperar, eu esperei um longo tempo se necessário.

Oui car si ce jour devait arriver,Sim, porque se esse dia acontecer,
N'aie pas peur, j'oublierais le passé, Medo não, eu iria esquecer o passado
Ce jour-là surtout rappelle-toi Neste dia especial lembrar
Que tu peux toujours compter sur moi Você pode sempre contar comigo
Viens vite, viens vite, je t'attendrai, viens vite, je t'attendrai. Venha depressa, venha rápido, eu vou esperar, venha logo, eu vou esperar.

J'attendrai que tu me reviennes à nouveau Vou esperar até você voltar para mim novamente
J'attendrai, j'attendrais longtemps s'il le faut. Eu vou esperar, eu esperei um longo tempo se necessário.
J'attendrai avec tout l'amour qu'il te faut Eu vou esperar com todo o amor que você precisa
J'attendrai, tu peux toujours compter sur moi...



sábado, 26 de março de 2011

By This River







By This River

(Brian Eno)

Here we are stuck by this river
You and I underneath a sky
That's ever falling down down down
Ever falling down


Through the day as if on an ocean
Waiting here always failing to remember
Why we came came came
I wonder why we came


You talk to me as if from a distance
And I reply with impressions chosen
From another time time time
From another time


***

Sobre este Rio

Aqui estamos parados sobre este rio
Você e eu, abaixo do céu
Que sempre cai, cai cai
Sempre cai


Durante o dia como se eu fosse encontrar o oceano
Esperando pela tempestade, fazendo nada para recordar
Porque nos voltamos, voltamos, voltamos
Eu desejo saber porque nos voltamos


Você fala para mim como se fosse de longe
E eu te respondo com a impressão de ter te escolhido
De outras vidas,vidas,vidas
De outras vidas

isso que o fastio corroe na fome


###
Fastio do Futuro Certo
Sede do Passado
Lapso de Memória
Fome do Presente
Vontade Muda
D'Instante
Distante
D'Este
D'Desse
D'Aquele
D'Outro


D'entre
D'Tudo
D'Nada
da
Vida
###

Roberta Aymar 

o mar nada retém, o mar vomita


*
● oito de julho ●
● em pisa pra livorno ●
● “?pra q partir nessa tempestade” ●

...● e o barco se partiu entre ondas ●
● o vento livre de maresias ●
● triturando naufragios ●

● nas ultimas bolhas o som de cada palavra ●
● “nothing beside remains round the decay” ●
● pronunciadas com a alegria da morte ●

● longe ●
● perto da via reggio o mar devolve ●
● o mar nada retem o mar tudo vomita ●

● no bolso filoctetes ●
● o ultimo livro do tubercoloso ●
● uma carta agora manchada demais ●

● erguido o monte de lenha ●
● gravetos secos ●
● e velhas roupas com oleo de baleia ●

● sobre ela na praia o afogado ●
● rindo parecia dizer ●
● “the hand that mock'd them and the heart that fed” ●

● antes o coração foi retirado e entregue ao zoppo ●
● q entre lagrima e riso sussurrou ●
● “which yet survive stamp'd on these lifeless things” ●
*

Alberto Lins Caldas 


sexta-feira, 25 de março de 2011

Às 11:32 em ponto dessa noite






*
● com um tiro na nuca ● mataram federico ●
● q olhava a lua ● nu e ferido entre as arvores ●
● pensando precisamente ● um segundo antes ●
● ajoelhado entre seixos ● e relva molhada ●
...● em como schubert ● talhara com perfeição ●
● o schwanengesang ● e q alem disso ●
● nada mais seria preciso ● porq a beleza ●
● ja realizara sua triste ● loucura ●
● em consumir ● quem com ela brinca ●
● e consegue extrair ● mais gozo mais riso ●
● do q ela mesma sabia ● ou queria consentir ●
● deixando bem claro ● q ela não é nada mais ●
● q a conquista ● dum simples verme ●
● q pode morrer de tifo ● ou sentindo o frio ●
● circular do metal ● na pele ●
● não saber a cabeça ● explodindo ●
● as onze horas ● e trinta e dois minutos ●
● em ponto ● dessa noite ●
*
Alberto Lins Caldas


isso que não se sabe e o sonho revela...











*
Sonhei o Passado
Lembrei o Presente
O Futuro passou
No meio
Sem Começar
Morremos antes
Po'ente
Po'ema
Nada Mais
At'é o Sonho
Outra vez 
Acab'ar
Palavra
*
isso que não se sabe e o sonho revela
cheirando o po'ema



Roberta Aymar



quinta-feira, 24 de março de 2011

Rima Certa... Alerta









meu nome não tem rima doce
tem ímã-r'ima c'erta
Al'Erta
Pe*Ri*Go?
!garanto
R'isco?
!por conta de quem corre
ou
pode!
r
o
b
e
r
t
a
*






nisso, onde tudo há...

 
"A renúncia é a libertação. 
Não querer é poder." 
(Fernando Pessoa * Livro do Desassossego)
 
 
*
● quantos olhos ●
● sempre inuteis ●
● linguas viciadas ●

...● esses dedos ●
● essas palmas ●
● essas orelhas ●

● isso q se diz ●
● isso q se espalha ●
● depois fumaça ●

● eis os corpos ●
● sempre ao redor ●
● ratos sangrados ●

●?essas palavras ●
●?são palavras ●
● apenas isso ●

● brilho ridiculo ●
● riso bruto ●
● aqui não ha nada ●
*
Alberto Lins Caldas

*******

 
 

Prefiro não fazer.



Herman Melville
O Criador da Criatura




"Pode qualquer trabalho parecer mais adequado para aumentar essa desesperança do que lidar continuamente com essas cartas extraviadas e classificá-las para as chamas?"
"Pois elas são incineradas anualmente em abundância."
"Algumas vezes, o pálido funcionário encontra um anel dentro do papel dobrado - o dedo a que se destina, talvez, esteja apodrecendo debaixo da terra; uma nota bancária em rápida caridade - aquele a quem iria aliviar já não come nem pass...a fome; perdão para aqueles que morreram em desespero; boas novas para os que morreram sem assistência em calamidades. 
Com mensagens de vida, essas cartas corriam para a morte.
Ah, Bartleby! Ah, humanidade!"
















"A renúncia é a libertação. 
Não querer é poder."
(Fernando Pessoa)